Voltando a falar sobre escotismo e sobre a minha vida, eu quero falar do segundo artigo da lei do escoteiro, e disso passar para o momento que eu estou vivendo. Bem como está nem destacado no título do post, o segundo artigo da lei escoteira é “O escoteiro é leal”, eu tive uma namorada quando eu era adolescente que me acompanhava a toda a reunião do grupo escoteiro. Um dia ela virou pra mim e disse “Eu não entendo porque sempre que vocês fazem qualquer coisa ficam repetindo ‘O escoteiro é leal'”. Ele mesma foi um exemplo de lealdade quando terminou comigo, eu lembro que ela me chamou pra conversar no calçadão da Praia Grande, e soltou: “Eu não consigo ficar com você mais, você não sente ciúmes de mim, não me valoriza. Estou terminando com você para ficar com fulano.”

Lealdade a quê?

Lealdade é uma coisa ambígua, por isso eu quero falar aqui sobre a principal lealdade, a lealdade aos nossos princípios e ao que nos define. Todo o resto é secundário, porque eu digo isso? Muitas vezes nossa lealdade tem de ser escolhida, um exemplo claro, trabalho ou família, e o que é mais próximo dos nossos princípios pessoais, a família, ou nosso sucesso profissional. É assim que decidimos a o que somos leal, avaliando com nossa lealdade essencial, aos nossos princípios.

Porque afinal de contas uma pessoa que não é leal a si mesma não pode ser leal a mais ninguém.

A lealdade e uma reparação necessária

Dito isso eu quero fazer uma reparação, no post “De volta a vida”, eu expus opiniões que foram temperadas com fel e cozidas no fogo da raiva, eu abri mão da racionalidade em nome de ser reativo às emoções negativas que me dominavam, me fazendo declarar um monte de coisas que não são nada mais do que a maneira como eu enxergava as coisas na hora que eu digitei.

Assim quero pedir desculpa para minha ex, porque eu não sou assim, eu sou uma pessoa que pesa as coisa e tenta agir com justiça. E eu fui desleal com ela e comigo.

E uma música que me lembra isso da banda mais farofa de todos os tempos:

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