Uma poesia que nasceu na minha vida atual.

Ambos brilhantes
Um valorizado
Outro desprezado
Na mente dos ignorantes
Vidros e Diamantes

O primeiro filho do silício
Da que está na areia
Dos vitrais o patrício
E da beleza que o rodeia
Simples, humilde, fácil de criar

Mas só os maiores mestres sabem modelar
Do óculos do deficiente
A Lente do telescópio
Útil a toda gente
Que não se rende ao ócio

Outro filho do carvão
enterrado em nossa terra
Surge da pressão
E do sangue de tanta guerra
Para os injustos e assassinos ardenar

Duro, quase impossível de modelar
Do anel de noivado
Ao valioso colar
Sempre valorisado
Não importa quantas vidas venha a custar

Eu sou vidro, sou ruim de trabalhar
Mais sei me moldar
com minhas propriedades faço mais longe enxergar

Não nasci pras futilidades de quem não tem razão
Daquelas pessoas vivas que brincam com a emoção
e no fim das contas só querem é a possessão.

Anúncios