O velho caderno eu abro
Meu velho eu encaro
Versos em garranchos
Continuidade sem ganchos

De histórias que se formavam
Na mente de um jovem
De corações que se apaixonavam
A grande decepção do homem

Eu vejo sonhos e esperanças
Fantasias de crianças
Que vieram a desabar

Amei com intensidade
Sofri toda a minha dor
Chorei pela realidade
De que sente com furor

Mas cada letra escrita
Cada palavra dita
Me tornaram que eu sou

E eu agradeço

Por não deixar de sonhar
De acreditar
Nunca deixar ninguém me mudar

Eu sinto
Eu vivo
E eu sou

E não minto quando digo
Vou conquistar tudo que é meu

E o papel e a caneta
Hoje o teclado e a tela
Hão de ter cada percepção
Do fundo do meu coração

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