Hoje eu tenho uma reunião pra acertar a minha volta pra casa, meu plano foi cumprido, um ano no México, eu volto instrutor de mergulho e com a minha escola engatilhada, cada dia que eu passo aqui eu vejo isso mais perto. Mas a única coisa que me incomoda agora é, aonde é minha casa?

Sim eu tenho minha família, meus pais, minha irmã e minha namorada no Brasil, mas quanto mais eu penso mais eu me questiono será que essa é a minha casa? Não me entendam mal. eu realmente amo a Maísa, minha namorada, eu realmente me preocupo e quero meus pais, minha irmã é minha melhor amiga, uma das poucas pessoas com quem eu consigo conversar.

Mas o mundo é tão grande …

O México que eu vou levar dentro de mim

No México eu aprendi muito sobre a simplicidade das pessoas, eu aprendi uma coisa que meu chefe no Brasil disse que eu ia aprender, humildade, quando você depende de pessoas de quem você não gosta e que não gostam de você para pedir algo no supermercado ou mesmo para comer algo você aprende algo fantástico sobre o ser humano. Eu recuperei a minha fé na humanidade.

Eu cheguei aqui sem falar uma palavra em espanhol, as primeiros meses eu não conseguia pedir comida! E logo depois eu fui internado, e as pessoas com quem eu trabalho sempre me surpreenderam. Quando fui internado foram 2 semanas de apoio de estranhos na recuperação da cirurgia, os amigos? Nada.

Vou levar a imagem de gente simples, educada que fazem seu trabalho mas sabem se divertir, mas que infelizmente é explorada por um governo corrupto, autoritário e pelas autoridades dos EUA que cometem os maiores absurdos aqui.

O Mundo é tão grande e a vida é curta

Nesse exato momento eu penso se a minha casa ainda é São Paulo, se é preciso ter um lar num mundo tão grande, afinal eu tenho um numero de segundos limitados nessa vida, depois nada mais existe. E eu quero fazer ainda tantas coisas e estar em tantos lugares para conhecer. A vida é curta demais para ser perder sentando em São Paulo, curtindo a noite.

O que me segura

Um sorriso, e os olhos brilhantes de uma certa pessoa me dão a certeza que eu vou voltar e ficar, pelo menos um tempo em São Paulo, e esse é meu medo, uma vez em São Paulo tem a garoa, o centro, tem o tulmuto, em português, tem o rock das madrugadas Paulistanas, tem o sorriso da Maísa.

Mas a vida é uma aventura e eu quero viver.
Agradeço aos meus amigos Mexicanos, Espanhóis, Estado Unidenses, Italianos, Chineses, Italianos, Belgas e Franceses que eu conheci nesse ano, foi uma honra um prazer e um aprendizado, mas é hora de voltar pra casa, ou encontrar a minha. Aonde quer que isso estiver

 

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