Meu pai sempre me ensinou que haviam algumas coisas inevitáveis na vida, o dia acaba, a noite cai, as coisas dão errado, você perde aquilo que você mais presa. Você vai chorar, sofrer desacreditar, mas o que vai definir o seu caráter é o que você faz quando parece que o mundo todo virou as costas pra você.

É justamente quando você sente vazio, sem forças, sem esperanças é que você sabe quem você é. Eu não vou dizer que eu aprendi isso da maneira mais difícil, apesar de sentir isso, porque apesar de todo o egocentrismo típico do ser humano eu não acho que eu tive a mais difícil das vidas. Eu caí sim, mas levantei sempre.

E essa é a reflexão de hoje, quando sonhamos algo, podemos realizar a grande diferença entre quem realiza um sonho e quem não realiza está em quem é capaz de não parar de tentar, muitas vezes parece que é impossível, que você já fez de tudo, mas ai que está quando você fez de tudo você realiza esse sonho.Eu já me empei de realizar as coisas que eu queria, colocando a culpa nos outros, mas eu escolhi fazer tudo o que eu fiz. Se foram as escolhas erradas, eu tenho de aprender com elas e não repetir o mesmo erro.

Digo isso uma semana depois que uma coisa que eu queria para mim se realizou, eu finalmente me tornei instrutor de mergulho, e isso me mostrou que eu ainda posso fazer mais. Foram quase 3 anos de dedicação, eu sei o que eu sacrifiquei e o que eu perdi, os momentos que eu estive longe de quem eu gosto, mas que eu pude voltar a acreditar em mim mesmo.

É na água que a minha vida faz sentindo, quando eu só tenho de respirar e procurar peixinhos, e fazer bolinhas. Um ano e pouco atrás eu estaria dividido, mas as situações da minha vida me deram a oportunidades de acabar com a divisão. De retirar tudo que me roubava o foco no que eu queria para mim do meu amigo, falsas amizades, preocupações ridículas, pessoas inferiores.

Agora encerrando esse ciclo da minha vida eu já começo a pensar no outro.

Porque eu não acho que o futuro reserve nada para mim, mas que eu o Faço como eu escolho.

Fluindo por entre frestas e vãos
Causando a erosão do mais forte mineral
Escapando por entre os dedos de nossas mãos
O carrasco que é a medida de tudo que é natural

Nos faz chorar
Nos faz sorrir
Nos faz pensar

Levando-nos, a deixar de ser
A não mais existir
Sepultando nossos medos e prazer
Fazendo a saúde decair

Nos cobrará por cada palavra dita
Por cada ação tomada
Por toda oportunidade desperdiçada

Então mergulhe de cabeça e fundo
Mude o mundo
Que há dentro de ti
Porque as águas do tempo não há de parar de fluir

Queria poder escrever em versos a sensação
Do teu olhar repousando sobre o meu semplante
Um brilho tão sincero de paixão
Que só tua alma me garante

Suas palavras, seus gestos, seu beijos
Tudo tão belo
Tão singelo
Como nunca achei antes verdadeiros

Já beijei outras bocas
Mas na sua achei verdades
De amor de pessoas loucas
O suficiente pra construir realidades

Seis meses se vão
E espero que vire uma coleção
De décadas que virão

Maísa gostaria de expressar
O quanto te agradeço por me amar
Por me respeitar
Ao invés de me usar

Se eu pudesse te dizer
O quanto amo você
Não haveria glossário suficiente
Entre todo o povo e toda gente

Seis se vão
E nossas vidas virão

Porque fazemos o que fazemos?
Quando eu era criança eu disse pro meu pai que queria ser programador de computadores, depois de assistir o filme jogos de guerra, como também queria ser mergulhador, eu era fascinado pelo mundo submarino de Jacques Costeau e pelo programa planeta terra, que passava na cultura, especialmente os episódios que falavam do fundo do mar.

(mais…)

Terra estranha, lingua desconhecida
O tempo se arrasta trazendo mais pesadelos
Minhas lágrimas se derramam infeccionando a ferida
Aberta por toda uma coleção de receios

Mas cada segundo é um dia

E cada dia um ano
Para aumentar a agonia
De quem está enfiado em desespero

Mas olho no prêmio

Que está lá,

E na hora marcada
eu hei de conquistar

Olho no prêmio

porque o que ficou pra trás é passado
E não pode ser alterado

Que já foi pra baixo da terra
Não pode voltar a a seu lado
E te ajudar nessa guerra
Já foi apagado

Quem desistiu por vontade própria
Não vai voltar, a covardia é obvia

Mas o que se quer esta ali

Eu sei é difícil acordar
Se banhar
Se alimentar
Quando são tão poucos em quem confiar

Quando seus amigos te traíram
Ou se quer  ouviram
Você tem de continuar

Lute
Respire
Encare

A saudades, a dor, a solidão
São preços baratos a se pagar
Se você considerar
A recompensa da realização

E ninguém pode te derrotar
Se você não escolhe se entregar
Por mais que tentem te dilacerar

Então engula a lágrima
Enfrente a lástima
Encare a mácula

E olho no prêmio,

Pague o preço da realização

O velho caderno eu abro
Meu velho eu encaro
Versos em garranchos
Continuidade sem ganchos

De histórias que se formavam
Na mente de um jovem
De corações que se apaixonavam
A grande decepção do homem

Eu vejo sonhos e esperanças
Fantasias de crianças
Que vieram a desabar

Amei com intensidade
Sofri toda a minha dor
Chorei pela realidade
De que sente com furor

Mas cada letra escrita
Cada palavra dita
Me tornaram que eu sou

E eu agradeço

Por não deixar de sonhar
De acreditar
Nunca deixar ninguém me mudar

Eu sinto
Eu vivo
E eu sou

E não minto quando digo
Vou conquistar tudo que é meu

E o papel e a caneta
Hoje o teclado e a tela
Hão de ter cada percepção
Do fundo do meu coração

Esses dias numa discussão com uma grande amiga ela me lembrou dessa música, o Gessinger escreveu pra sua mãe, e eu gostaria de dedicar à minha mãe também e a minha irmã

Talvez porque, por mais que a gente saia de casa e monte nossa família, são poucas as pessoas que realmente podemos contar, mas eu sei aonde eu estou seguro para recuperar minhas forças
Amo vocês.